parecia feliz ao atender o telefone. me chamou de um modo que não ouvia a mais de 3 meses. de repente me enchi de uma sensação (talvez falsa) de reciprocidade. não precisa acontecer nada de fato pra me tornar feliz esses dias. a sensação me basta. a lembrança basta. estou quase pronta pra começar outra história. dessa vez sem buscas. a coinciência, a distração traz as melhores coisas. basta se deixar. mas tenho a impressão de que vou dormir melhor hoje. sem os sonhos de todos os dias. sem as sensações de todos os dias. com a maior leveza e calma que a minha gripe permite. depois eu penso no resto da semana. vou passar uns dias longe mesmo. sem telefones, sem e-mails. vivendo mais talvez. por que será que não estou tão feliz, tão empolgada assim?

perdi mais medos esses últimos dias. mas acho melhor parar de andar pelas ruas de madrugada sozinha. parar de ficar além dos limites. pra tudo há. parar de ultrapassar minha própria força. e parar de tentar me forçar a me manter sem reações (por mais que não consiga eu tento). as pessoas já me conhecem o suficiente pra que eu extrapole essas reações. (será que conhecem? na verdade, tenho sentido que não. nem eu).

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quando se passa a vida na sensação. no detalhe. nos segundos. que contam rápido…um…dois…três…quatro…cinco… as pessoas se nutrem disso. formam-se os amigos, os grupos… por esses instantes. que uma hora passa. porque nada é pra sempre. você se junta, começa a fazer parte. e quando acaba perde tudo. perde os amigos  que fez, perde as sensações que sentiu…nada se complementa, só subtrai. a vida é mais cheia de perdas que ganhos. e nem acho isso ruim. é quase uma evolução adquirir consciência disso. assim se ganha mais tempo, talvez até mais prazer.

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um pedaço

eu me sinto mal mesmo. de ser essa coisa tão pequena. de me importar com coisas tão pequenas. que talvez só eu perceba. com quase certeza disso. não tenho mais medo. de nenhuma coisa que as pessoas comuns tenham. meu medo é parar de sentir isso. é me acostumar a sentir a independência total. quero mais é estar numa praia agora sozinha. tirar a roupa, tomar banho de mar. sozinha. eu e eu. sem mais ninguém. sem nenhuma segurança desnescessária. porque de certo modo as pessoas são desnescessárias. os sentimentos são falsos. nada é completamente verdadeiro. nada em que se possa apostar a vida. e eu queria apostar a vida. queria apostar tudo na confiança que não existe por ninguém. por nada. e queria parar de soluçar agora. soluçar é quase um sinal de nervosismo. é o que parece. um momento em que você quer falar tudo mas a situação te incapacita. parece que passa agora. perdi as situações boas disso tudo. como se não importasse pra ninguém. e se pensar bem na vida, foram essas as minhas melhores situações…as que estive melhor…as que não confiava, que não dependia. a dependência é uma arma que as pessoas, não você, tem. é quando alguém se torna imprescindivel. e não tem nada pior. tanto de quem é imprescindivel. quando de quem torna alguém imprescindivel. nada vale a pena nisso. sempre torna as pessoas simples e meros objetos. de satisfação. de prazer instantâneo. assim foi. nessse caminho. nesse carro. as pessoas eram simplesmente isso. momentos instantâneos. a partir do momento que importam. foda-se. ninguém é bom o suficiente pra ninguém. uma hora passa. e fica só uma sofrendo pelo que não tem que sofrer. sentindo pelo que não tem que sentir. sou cheia de fragmentos. de pedaços soltos em lugares diferentes. nenhum sentimento é conciso e simples o suficiente. talvez eu queira ser importante pra um dia alguém ter que juntar tudo isso. uma paranóia disforme. de sensações diferentes. de idéias diferentes. de caos. quem é o louco que pode querer tornar a vida simples. se ninguém é simples. se ninguém é comum. vou deixar um papel com os pedaços soltos. com os retalhos. se a minha tem que ser importante que seja depois. que eu possa assistir isso. e o que eu tenho que fazer pra valer isso? se sentir e falar é isso que seja. ninguém é tanto antes de morrer. ninguém é tanto quando pode sentir as coisas acontecerem como previu. as pessoas não valem. e talvez não aja o que valha tudo isso.  

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encontro

num encontro de reflexos. o olhar é o mesmo. o sorriso é o mesmo. a felicidade de um e outro se reconhece. a mais pura das descobertas. quando os olhos falam, quando os olhos sorriem. nesses encontros, não importa o dia, não importa a hora, ficam juntos. em alguns espaços, certas coisas surpreendem. espero que me surpreenda mais.  

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entre notas e notas

entre todas as artes. literatura e música é o que perpassa minha vida inteira. um pouco conhecida. ainda não o suficiente e considerando o carater finito, os prazos, o tempo… nunca será o suficiente. o mundo tem muito a mostrar. muito a ser lido. muito a ser ouvido. numa construção diária, que vai lapidando as impressões do mundo que eu construo. identificações sendo construídas. quem lê escreve. quem ouve canta. são modos de contar a vida a cada dia. modos de ser. modos de viver. é assim que guardo um pouco do mundo em mim, sem a depência tão forte do que é material. depois de lido, depois de ouvido fica em mim parte do mundo, se formam sensações. elas ficam em mim como nenhuma outra coisa consegue. me encho de indentificações. de imagens, de histórias que parecem que contam um pouco de mim. e talvez contem. a sensação do complexo, do contraditório è inerente ao ser humano, e eu como tal, me deixo a liberdade de ser. a liberdade de uma história que se escreve, que se conta e talvez pra mim, principalmente, que se canta.

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sentidos

quem precisa de clareza? dê muitas voltas. vai percorrendo o caminho bem devagar. entregue às sensações… do tato, do cheiro, do gosto, do ouvir… sente gostar pelos minimos detalhes. por um pedaço do corpo, um pouco do som da voz, pelo cheiro. posso contar por mim, por você. eu sonharia, com cada um dos dias que passaram. com os que ainda vão vir. fale comigo quando quiser. estou quase esperando por isso. talvez esse seja o motivo que tem feito o tempo passar tão devagar. resta um certo encontro de olhares. um trocar de sorrisos. será que é só? parece que sim. sem mais esperanças por esses últimos dias.

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reflexos

…e a história começa…

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